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O Inconsciente e as Pequenas Coisas do Cotidiano

Por mais que tentemos planejar e controlar nossa vida, há sempre algo que escapa — um esquecimento, um sonho, um tropeço de palavras. Freud chamava isso de atos falhos: manifestações sutis do inconsciente que revelam desejos, medos e sentimentos que não reconhecemos de imediato.

Talvez você já tenha esquecido um compromisso importante, perdido um objeto justamente no dia em que não queria ir a algum lugar, ou dito algo “sem querer” que expressava mais do que parecia. Esses pequenos gestos, muitas vezes, dizem aquilo que não conseguimos dizer conscientemente.

A psicanálise nasce desse olhar curioso sobre o que está nas entrelinhas — aquilo que sentimos, mas não sabemos nomear. Não se trata apenas de entender o passado, mas de escutar a si mesmo de outro modo, de descobrir o sentido por trás do que se repete.

Cada pessoa carrega uma história única, feita de silêncios e lembranças. E é na escuta — paciente, sem julgamentos — que se pode começar a transformar o que antes parecia destino em possibilidade de escolha.

Talvez a análise não mude o mundo à nossa volta de imediato, mas muda a forma como o habitamos. E isso já é o começo de uma grande mudança.

 
 
 

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